sábado, 24 de dezembro de 2011

Deixe o discurso de lado e faça algo concreto: adote um cachorro ou um gato abandonado!

Texto de meu amigo Américo Teixeira Junior, eu poderia escrever algo mais sobre o assunto, mas o texto está tão bom, tão completo que resolvi trancreve-lo na integra aqui.
Parabéns Américo!
Por duas vezes já abordei o tema de adoção, vejam aqui e também aqui.

"Infelizmente, o clima aparentemente fraterno das festas de final de ano não é o bastante para mudar o mundo. Ele, apesar de todos os desejos sinceros ou protocolares, vai continuar firme e forte no seu irreversível e acelerado processo de emporcalhamento.
Mas você, individualmente, pode fazer a diferença nesses dias.
Como? Desculpe, mas não é rezando pela paz mundial, ficando triste pelas crianças abandonadas, solidarizando-se com quem está morrendo de frio no hemisfério norte e nem se inquietando pelo derretimento das geleiras por causa do tão propalado – mas também questionado – aquecimento global. Não me entendam mal, rezar, revoltar-se e se preocupar é necessário, mas nada disso vai fazer o mundo melhor. Entretanto, o SEU MUNDO pode ficar mais alegre se adotar um animal doméstico abandonado.
Sim, acalente o seu coração adotando um gatinho ou um cachorrinho abandonado, desses que tropeçamos nas ruas e que nos olham da forma mais terna, mas teimamos em ignorar. Não estou falando daquele animal de raça, comprado a peso de ouro nos pets shop, que fazem parte do pacote manual de instrução, atestado de bons antecedentes (pedigree) e boletim médico impecável. Não, não estou falando desses.
Estou falando daquele cachorro ou gato feio, magrelo, sujo, por vezes doente, sem raça definida, de qualquer cor. Não se trata de um sapato que você chega em casa, não percebe que gostou da fivelinha prata – você queria dourada – e corre na loja para devolver ou trocar. Não, você não estará levando para dentro de sua casa uma mercadoria, mas uma vida que, escreve o que estou dizendo, vai fazer da SUA vida algo melhor. E se já tiver um ou mais animais, não se preocupe, a capacidade de adaptação dos adotados é fantástica.
Por que digo isso? Simples! Porque tenho 16 gatos dentro da minha casa, sendo 15 adotados. Só a Mel, uma persa cor de mel que teima – para meu deleite – em ficar ao lado do meu computador enquanto rabisco as minhas tranqueiras, foi comprada. Todos os outros foram achados nas ruas em situação precária. alguns de risco mesmo, e trazidos para dentro de casa. Loucura? Talvez! Tanto gato junto não é muito fácil e, às vezes, as confusões são enormes.
Não, você não precisa ser como eu e a Suzane, minha mulher. Não precisa ser maluco com a gente. Basta um ou dois gatinhos, um ou dois cachorrinhos. Se você tem um animal doméstico, sabe do que estou dizendo. Se não tem, desculpe, mas você é uma besta, pois não sabe o que está perdendo.
Esse animal abandonado nunca vai esquecer que você o resgatou da morte. Vai ser o seu maior amigo, de uma fidelidade inexistente no mundos dos “civilizados”. Vai demonstrar a cada momento a gratidão pelo seu gesto e, em troca de seu carinho (eu disse CARINHO, pois não adianta largar num canto como se fosse uma cadeira), destinará a você o maior e mais incondicional amor que você JAMAIS sentiu.
Faça isso, você vai adorar. Além de fazer um bem para uma vida condenada à morte nas ruas inóspitas de nossas cidades, estará alimentando o seu coração com muito amor. Minha mulher Suzane, meus filhos Hugo e Victor os queridos membros peludos da família – Mel, Gandhi, Obama, Rapel, Dudu, Rocky, Sasha, Adonai, Haji, Luna, Abby, Duque, Ágatha, Patty, Samy e Lisa – e eu, de coração, agradecemos. Você não vai se arrepender.
FELIZ NATAL!"


1 comentários:

Americo Teixeira Jr. disse...

Olá Paulo,

Muito obrigado pelas palavras e por publicar o texto.

Grande abraço!

Quem sou eu