Já ouvi de diversas pessoas a observação de que Gino Bianco não podia ser considerado pois ele era italiano de nascimento. Li também no site GP Total, do Pandini, a informação de que ele nunca se naturalizou.
Bom, eu acho que apesar de não ter se naturalizado não muda muito o fato de que dos 12 anos de idade quando chegou com a família ao Brasil sempre viveu no Rio de Janeiro, até falecer em 8 de maio de 1984 vítima de complicações no esôfago, ainda segundo o GP Total. Ele que havia nascido em Turim, na Itália, em 22 de julho de 1916 faleceu com 68 anos.
Voltando, se ele pode ou não ser considerado um piloto brasileiro, o que sei é que enquanto correu na F1 usava no carro a pintura brasileira, os carros dos brasileiros eram pintados de amarelo e tinham rodas verdes, pintura nacional exigida pela FIA na época. Se ele se considerasse um italiano correria com as cores da Itália, não?
Em 1952 Landi criou a Escuderia Bandeirantes, com três Maserati A6GCM, Bianco acompanhou-o para ser um dos pilotos e estreou no GP da Inglaterra, em Silverstone no dia 19 de julho, e dos 32 inscritos terminou em 18º, entre os 22 que terminaram, foi seu melhor resultado, depois abandonou os GPs da Alemanha (motor quebrado na primeira volta), Holanda (câmbio) e Itália (motor).

Gino Bianco no Circuito da Gávea de 1951
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