O automobilismo estava, nos anos 60, centralizado no sul e sudeste do País, quando em 1964 houve duas corridas em Fortaleza (CE) na Avenida Antônio Justa, em cujas extremidades faziam-se curvas de 180 graus. Depois, com a supervisão do Automóvel Clube do Ceará, passou-se a usar a pista do Pici, na antiga Base Aérea de Fortaleza, (base utilizada pelos aliados durante a II Guerra Mundial, em 1941 começaram as obras de construção da pista, que ficou concluída em março de 1942). Sim, o nordestino gostava de automobilismo, haja visto também as provas realizadas nos circuitos de rua de Salvador, Recife, Maceió, Natal e Fortaleza. Mas foi nessa cidade que acabou sendo construido o primeiro autódromo do Nordeste, o “Autódromo Virgílio Távora”. Saiba um pouco dessa história clicando aqui.
O
Autódromo Internacional de Tarumã foi inaugurado em 8 de novembro de 1970 no
município de Viamão, na Grande Porto Alegre (RS).
Na
década de 50 o automobilismo gaúcho era muito respeitado, não só pelos
resultados dos pilotos como também pela organização e numero de corridas
realizadas, principalmente as de carreteras. E foi nessa década que começou a
história do autódromo.
Saiba
mais sobre Viamão e o autódromo visitando a página do site “Bandeira
Quadriculada”:
Já falei aqui sobre o Autódromo de Adrianópolis (reveja), pedi inclusive para que se alguém soubesse de seu estado atual nos informasse, e também sobre outros projetos de autódromos para o Rio de Janeiro (reveja), e mais, sobre os planos para Deodoro (reveja), que eu particularmente duvido muito que saia dos papeis, mas se um dia sair deveria receber o nome de Irineu Correa (vejam porque). Achei essa planta da pista na mesma reportagem que falava do acidente que Gino Bianco sofreu em 1954 com o carro de Pinheiro Pires (revejam). Também já falei um pouco sobre Jacarepaguá, aquie aqui. Caso perdido, já foi destruído. Essa novela toda de autódromo na verdade já se arrasta desde 1951, muita gente já deve ter ganho dinheiro com ela. Infelizmente muitos ainda vão ganhar.. Mas sei, que só essa postagem é muito pouco, é preciso muito mais para que o Rio de Janeiro volte a ter um autódromo.
Revista "O Cruzeiro" - 1954
Jornal "Correio da Manhã" - 1954
Revista "Carros a Vista", vejam bem, de 1956, a inauguração não era em 1955?
Já falei aqui no Blog sobre o Autodromo de Deodoro (reveja), na verdade eu já não acredito mais em um autódromo no Rio, mas quem sabe? Agora achei mais uma reportagem sobre o assunto, essa de 1951 na revista O Globo Sportivo, o que mostra o quanto está atrasado esse autódromo em Deodoro...
O Du Cardim deu a dica ao Flavio Gomes e ele a dividiu com os leitores de seu Blog (veja aqui), foto de Interlagos após sua grande reforma retirada do site da Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo. Eu já publiquei dois posts no Blog sobre essa reforma, revejam aqui e aqui, e também falo dela no meu livro "24 Horas de Interlagos - A História" Hoje coloco uma foto de 1969 onde ainda aparece o platô onde ficavam os antigos box de interlagos e lá no fundo as obras dos novos boxes. Notem que o entorno do autódromo ainda era pouco habitado.
Alguém, por acaso, sabe alguma coisa a respeito, sei que a pista continua lá (veja fotro abaixo), inacabada, mas está lá, o que se vai fazer com ela é o grande mistério... Vocês não acham que seria uma boa alternativa ao Autódromo de Deodoro, que não vai sair do papel nunca.
Publiquei dia 6 uma notinha sobre o "antigo" Autódromo de Jacarepaguá (reveja aqui). Minha expectativa era resgatar um pouco da história do primeiro circuito. Mas não teve a repercussão esperada, tudo bem, ai vão mais duas fotos desse circuito. Se alguém quiser dizer algo, fique à vontade.
Revista "Manchete" - 1967 1967 Clique nas fotos para ampliar
Iniciando o ano novo vamos falar do autódromo velho de Jacarepaguá. Não sei muito sobre esse autódromo, inaugurado em 1966, o pouco que sei é do tempo que sediou a F1 em diante, até sua desativação, mas ai seu traçado já era outro, esse inaugurado em 1977. Já publiquei algo sobre seu incerto sucessor, o Autódromo de Deodoro, veja aqui. Como pouco sei espero que os leitores amigos nos contem sua história.
ATUALIZADO (1/5/2013): No dia 30 de abril de 2013 a CBN postou um vídeo que mostra a quantidade de granadas e explosivos ainda existentes na área, vejam e percebam como fica cada vez mais difícil de acreditar num autódromo ali... ATUALIZADO (5/5/2013): A presença de explosivos
não é o único problema do terreno doado pelo Exército ao Ministério do Esporte
para a construção do autódromo de Deodoro.
Existe o risco de que o
solo e o lençol freático da área estejam contaminados por resíduos desses
morteiros, como nitroaromáticos e nitraminas. E a exposição a essas substâncias
pode ser nociva, inclusive até à saúde dos militares que estão atuando na remoção
das bombas.
MENSAGEM ORIGINAL: Bom, creio que todos já conhecem a história da destruição de Jacarepaguá e da
promessa de um autódromo novo em Deodoro para substitui-lo, mas vamos dar uma
rememorada:
A pista de Jacarepaguá foi inaugurada em 1966, e depois de sediar etapas
de todas as categorias nacionais, provas de F-1, de motovelocidade e F-Indy
teve sua pista mutilada para ceder espaço para construção do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes para os
Jogos Pan-americanos de 2007, perdendo a curva norte, uma das mais desafiadoras.
E em 2008, foi anunciada
oficialmente a demolição do autódromo com o objetivo de abrigar instalações
para os Jogos Olímpicos de 2016. Foi feito então um acordo que Jacarepaguá só
seria demolido quando um novo fosse construído para substitui-lo, todo mundo
jurou, prometeu, um presidente da C.B.A. até prometeu se acorrentar ao portão caso
não fosse cumprido o acordo. Esse novo autódromo será (ainda tem quem acredite), ou
seria, construído no bairro de Deodoro, em uma área de 2,1 milhões de metros
quadrados cedida pelo Exercito Brasileiro, que a usava para instruções
militares. No entanto foi descoberto que na área existem explosivos não
detonados.
A existência desses explosivos vem desde 1958, quando paióis de munição
explodiram no local e espalharam os artefatos por toda a extensão do terreno. Desde então exercícios militares na área foram proibidos por 30
anos. Em entrevista ao site do jornal carioca "O Globo", o general João Ricardo
Maciel Monteiro, comandante da 1ª Região Militar do Exército, confirmou que o
terreno destinado ao autódromo é uma área de risco. Recentemente um militar morreu e dez ficaram feridos no local após a
explosão de uma granada quando o
grupo acendeu uma fogueira sobre a área em que o artefato estava enterrado, o que prova que 30 anos não foram suficientes.
Bem, mas a promessa ainda existe e a previsão inicial era de que a construção tivesse início e conclusão em
2012, mas em maio de 2012, após reunião em Brasília entre o presidente da C.B.A.,
Cleyton Pinteiro, e representantes do Governo Federal, Governo do Estado do Rio
de Janeiro e Prefeitura, ficou definido que a construção do autódromo começaria
em janeiro de 2013. Em julho, no entanto, foi levantado o problema de segurança e embargado o inicio das obras,
agora é necessário aguardar que o exército limpe a área. Se o autódromo estava
prometido desde 2008 e já estamos em 2013 e nada começou, quem ainda acredita que
um dia ele vá sair do campo das promessas? Lembrei desse assunto porque
recebi de meu amigo Napoleão Ribeiro, de Brasília, do excelente site www.luik.com.br(não deixe de conhecer),
recortes de jornais de 1950 sobre a construção de um autódromo em Deodoro em
1951.Os recortes são dos
jornais: “A Noite”, “A Manhã” e “Correio da Manhã”, todos do Rio de janeiro. Segundo os mesmos, o Coronel Santa Rosa, que na época era do C.N.D. (Conselho Nacional de Desportos), órgão que hoje corresponde à Secretaria Nacional de Esportes de Alto Rendimento do Ministério dos Esportes, e vice-presidente do A.C.B., anunciou, durante a realização de um almoço de confraternização, a construção em 1951, de um autódromo no bairro de Deodoro, no Rio de Janeiro. Olhando os recortes enviados pelo Napoleão chega-se obviamente à conclusão que o autódromo de Deodoro não está 2 ou 3 anos atrasado, já está na verdade com 62 anos de atraso... E você? Ainda acredita nas promessas dos dirigentes do automobilismo nacional?