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domingo, 10 de janeiro de 2016

"Barão" Fittipaldi

Sempre que nos referimos à Wilson Fittipaldi, em qualquer época de sua vida, costumamos usar o apelido "Barão", todos conhecem seu apelido, mas creio que não muitos saibam a origem dele. Então vamos lá explicar, para começar esse apelido não o acompanhou a vida toda, é de 1973.
Na visita que fiz à ele em abril de 2012 ele me relatou, só que não gravei e como não tenho suas próprias palavras reproduzo aqui o que ele disse ao Marcio Madeira, que só difere quanto ao gorro, para mim ele disse capote longo, bem europeu mesmo. Mas isso não muda o ocorrido:
"O famoso apelido, foi colocado em 1973 pelo amigo Ney Gonçalves Dias, quando Wilson chegou de uma longa viagem e foi diretamente para a redação da rádio Jovem Pan vestido ainda com um gorro de couro semelhante ao que era utilizado pelos antigos aviadores militares. A frase: “Você está parecendo um Barão” rendeu a alcunha que, dada a aura nobre e aristocrática do personagem, acabaria se confundindo ao próprio nome nos anos seguintes." (Marcio Madeira em uma postagem de 2010 no GPTotal)
ATUALIZADO:
Encontrei no Blog do jornalista Lemyr Martins a história do apelido contada pelo próprio Wilson Fittipaldi:
"- Entrei na Panamericana, em 1947 e só sai em 1981. Dos meus 52 anos de radialista – iniciei em 1939 - trabalhei 46 na Pan, onde virei Barão.
O apelido Barão surgiu no começo da Fórmula 1. Em várias voltas da Europa, ia direto do aeroporto para a rádio, onde fazia o jornal da manhã junto com o Nei Gonçalves Dias. Numa dessas madrugadas, como já havia começado o inverno na Europa, eu cheguei na rádio todo encapotado, de chapéu de aba curta, cachecol e com um dos meus maiores bigodes. Quando entrei no  estúdio, o Nei me olhou e espantou-se.
-- Olha o Fittipaldi, parece um barão inglês.
Daí em diante o pessoal da Pan só me tratou por Barão. O apelido colou de tal forma que muita gente no exterior, principalmente na Itália, tem certeza que eu tenho sangue azul."

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Wilson Fittipaldi e Mil Milhas de 1957

Foto copiada da Internet que mostra  Wilson Fittipaldi, que mais tarde seria apelidado de "Barão" pelo jornalista Ney Gonçalves Dias, conversando com um repórter de jornal na Pça. Charle Miller onde eram feitas as inspeções dos carros que participariam da "II Mil Milhas Brasileiras", em 1957.  
Atrás vemos algumas das carreteras que tomariam parte da prova.
Nessa prova perdeu a vida, devido à um acidente causado por um cavalo, o parceiro de Camillo Chistofaro: Djalma Pessolato, revejam aqui.
Nessa outra foto podemos ver a carretera do Camillo e do Djalma, tendo ao lado, apoiado na porta, de gravata, Luiz Américo Margarido e, de paletó, José Gimenez Lopes, e novamente o repórter do jornal.
Nessa prova Gimenez Lopes correu em parceria com Chico Landi e venceram, mas foram desclassificados por causa de uma lanterna apagada. A vitória ficou então com a dupla gaucha Orlando Menegaz e Aristides Bertuol.
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