Estava eu, como sempre, “fuçando”
no Google quando achei esse cartaz e me lembrei de Jorge Lettry,
a quem retrato lá no meu site “Bandeira Quadriculada”, ele que veio da Itália ainda
com 1 ano de idade.
Nascido na cidade de Ivrea em 01 de abril de 1930, na
região do Piemonte, província de Turim ao noroeste da Itália, foi o caçula
entre os 3 filhos do casal Adolfo e Honorina. Sua família veio para o Brasil em
1931, e inicialmente morou em Santos (SP) onde seus pais administravam o Hotel
Atlântico, esse mostrado no cartaz, e que exite até hoje.
Depois seus pais tiveram seu próprio
hotel, o Hotel Gironda na Rua Jorge Tibiriçá, também no bairro do Gonzaga.
Passou a infância e adolescência em Santos.
O edificio Gironda onde era
o hotel da família, foi construido em 1939 na Rua Jorge Tibiriçá, ao lado da
Rua Alamir Martins, foi o primeiro edificio a ser implodido na baixada
santista, veja aqui,
fato que aconteceu em 21/1/1990 se transformando em uma atração entre os moradores de Santos.
Em 1947 após o falecimento de seu pai a família mudou-se para São Paulo. Eles se mudaram de Santos
bem no ano da primeira inauguração da Via Anchieta: essa rodovia foi autorizada
em lei em 4 de janeiro de 1929 pelo presidente de São Paulo Júlio Prestes, sua
construção foi iniciada em 1939 pelo interventor Adhemar Pereira de Barros e
por ele mesmo concluída, mas já quando era governador do estado, em 1947.
Durante o período do Estado
Novo (ditadura), sob o governo do então presidente (ditador) da República
Getúlio Vargas, o projeto de construção de custos altíssimos levaram o governo a
considerar a obra desnecessária. Mas foi concluida por insistencia de Adhemar de Barros e inaugurada em duas etapas:
a pista norte em 1947 e a pista sul em 1953.
A rodovia foi considerada uma
obra-prima da engenharia brasileira na época, dada a arrojada transposição da
Serra do Mar por meio de túneis e viadutos.
Jorge Lettry, excelente
mecanico, preparador, foi o chefe da Equipe Vemag nos anos 60, revelou e apoiou
pilotos do naipe de Christian “Bino”
Heins e Mario
Cesar de Camargo Filho, o "Marinho”, além de Bird Clemente,
Chiquinho Lameirão
e muitos outros.
Implosão do Edificio Gironda em 1990
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