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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Rio Negro - 12 Horas de Interlagos

Achei mais material sobre o "Rio Negro", (reveja anteriores aqui e aqui), agora sobre sua participação na prova "12 Horas de Interlagos" em 1962.
É uma reprodução da revista 4 Rodas que mostra um dialogo entre ele e o piloto Zoroastro Avon, que trabalhava na Simca do Brasil e já havia feito duas corridas e uma subida de montanha com carros Simca, mas que nessa prova correu com o DKW Vemag do "Áquila" (Sergio Medeiros), chegando em 12º lugar na geral e em  na categoria. Depois dessa prova ele voltou aos carros Simca. 
"Rio Negro" correu em dupla com Ari Iasi com Volkswagen e chegou em 10º lugar na geral.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Rio Negro (2)

Continuando a postagem anterior sobre o piloto "Rio Negro" (reveja aqui), quero diz\er que pedi ajuda aos amigos Bird Clemente e Napoleão Ribeiro. 
O Bird, gentilmente, me enviou foto dele no carro de "Rio Negro" (assinalado na foto) num dos treinos para o "III 500 Km de Interlagos", e também umas palavras sobre o amigo:
"- O Fernando foi um bom amigo, competente companheiro. Tive o prazer de fazer dupla com ele nos 500 quilômetros, na tal Maserati Corvette que ele comprou do Agnaldo. Ele guiava muito bem. Guardei boa lembrança dele como um bom piloto. Na foto ele está no meu lado esquerdo apoiado no carro." (Bird Clemente)

Já o Napoleão me mandou e-mail com as participações dele em provas:
"- Rio Negro estreou nos 500 Km de Interlagos em 07/09/1960, formando dupla com Bird Clemente ao volante de uma antiga Maserati Corvette, tendo conquistado o 6º lugar na geral.
Passou o restante de 1960 e o ano inteiro de 1961 sem correr, retornando ao automobilismo em 1962, tendo participado das seguintes provas:
25/01/1962 - 12 Horas de Interlagos - VW 1200 em dupla com Ari Iasi, tendo se classificado em 10º lugar.
25/02/1962 - Festival de Marcas, preliminar do Prêmio Victor Losacco, com VW 1200, ficou em 2º lugar.
25/02/1962 - Prêmio Victor Losacco (em Interlagos), com VW, ficou em 15º lugar.
20/05/1962 - Festival Automobilístico do ACESP (prova para carros esporte) - Ferrari 290/250 TR, quando sofreu o acidente fatal." (Napoleão Ribeiro)

Quero mostrar também a matéria que saiu na revista 4 Rodas:
Clique nas imagens para ampliar

sábado, 12 de dezembro de 2015

"Rio Negro"

Rio Negro era o apelido adotado por Fernando Antonio Mafra Moreira quando começou a correr de automóveis em 1960. Ele só voltou às pistas em 1962 e só é lembrado por seu acidente fatal em Interlagos, pouco se sabe dele e de sua carreira.
Essa era a imagem mais conhecida dele. Na Internet talvez a unica:
Ele nasceu em 8 de maio de 1936 na cidade de Agudos (SP), era casado com Dna. Aurea e não teve filhos. Foi bancário (Bco. Meridional) mas abandonou a carreira para abrir uma loja de automóveis, e em 1960 comprou de Agnaldo de Goes Filho uma Maserati com motor Corvete e fez sua estreia no "III 500 Km de Interlagos" em 1960 correndo em dupla com o então também jovem Bird Clemente, chegaram em sexto lugar. Nesse ano só fez essa corrida e esse resultado lhe deu o decimo lugar no Campeonato Paulista na Categoria Mecânica Nacional Força Livre.
Não sei o que fez desse carro, deve ter vendido, o que se sabe é que só voltou a correr em 1962, e de Volkswagen, fez duas corridas com resultados ruins e uma com um segundo lugar.
Ai na realização da prova Festival Automobilístico do ACESP em maio de 1962 ele pediu para Agnaldo de Goes Filho um carro emprestado para participar, Agnaldo não poderia participar, estava com o braço quebrado, então emprestou uma Ferrari para ele.
Eduardo Celidonio que correu nessa prova disse:
"- Eu vinha atrás dele, quase no vácuo, com outra Ferrari Testa Rossa. Naquele modelo, a Ferrari instalou o acelerador no meio da pedaleira. Pude ver com clareza que, ao nos aproximarmos da Curva 1, ele aliviou o pé do acelerador, e em seguida, o pressionou de novo, acreditando, acho eu, se tratar do freio, já que o pedal do meio, normalmente, é o do freio."
Faleceu com 26 anos de idade em 20 de maio de 1962. Segundo diversos ex-pilotos da época, seu corpo não pode ser removido pois dependia de pericia técnica, e o programa consistia de quatro provas, a dele foi a penúltima, depois ainda aconteceu mais uma. Com o corpo ali ao lado da pista.
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